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Samurai de kimono azul

Uma dia, na minha vila, que nada acontecia.
Se quebraram silêncio e as rotinas de algumas vidas.
O chão de terra já não guarda memórias desse dia.
E o nó da linha reta das lembranças se esvaia.

Nada se comparava aquele sonho. Era uma alucinação?
Alucinação coletiva! Sem nexo ou coesão.
As galinhas não lembrariam de tal emoção,
Que sentimos nós, os habitantes da minha vila, sãos.

O vento, que passava pela garganta da floresta,
Vibrava, entre os galhos, outras frases que não de tarde aquela.
As folhas amarelas se esquentavam perto das casas e árvores delas
E as montanhas sopravam duras suas rimas à favor de suas costas e quedas.

Quando toda a natureza paausou delicadamente sua respiração.
E olhou com demasiada curiosidade, com os olhos das nuvens em formação,
Com as íris de crianças e anciãos ao samurai de kimono azul em formação.
Os animais saiam de seus esconderijos para experimentar uma nova sensação.

Entrou na mudez, entre o absurdo e o fenomenal, que se deu.
Com a espada embanhada, tilintava em um tempo certo e volume que só cresceu
Um homem e um cavalo esculpidos, tão perfeitamente, que poderia ser um desafio de um ateu.
Pois. não sabia-se se era um herói ou o próprio Deus.

Ele passou em frente a casa de Matsmoto e Sakane.
Ereto e com o cavalo a desfilar poder e disciplina, ninguém ficou ao seu alcance.
Os irmãos: Yusuke e Heihachi observaram a katana de bainha azul de relance,
Olharam seus bambus e de novo o tilintar azul, e os bambus foram ao chão sem chance.

Seu cabelo e sua barba estritamente alinhados sem partir.
Exibia uma virilidade que, até então, nenhuma mulher sabia existir.
Acompanhando com o pescoço queimado e o cheiro de suor a cair.
As mulheres tentavam gravar em algum lugar a tenacidade do azul sem se nada esvair.

Nos homens não existia inveja, mas admiração e perplexidade.
Como poderiam saber, se com os costumes, não havia algo assim em vila ou cidade.
O kimono azul… O kimono azul… todos na vila tinham só cinza de verdade.
O cavalo parecia ser mais sábio que o homens e mais forte que a força e a destreza.

A poeira não ousava colidir com tamanha honra e espírito.
E enquanto já ia passando da outra saída, ou esconderijo,
O som das vozes futuras já começavam sobre tal mito
Do Samurai de kimono azul que passou pela nossa vila em direção a um crepúsculo tímido.

Mas, a lenda diz que um dia ele voltará.

24/11/08

Por: Paulo übermensch

Que é que esperas por voltar?

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