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Archive for the ‘O Ser que quase foi quase’ Category

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O Ser que quase foi quase.

Pascal já dizia-nos o que não somos:
Não somos inteiros espírito, nem matéria.
Somos meio a meio o que não somos.
Não alcançamos nenhuma extremidade: espírito, nem matéria.

Prazer e dor caminham muitas vezes opostamente.
Não duvido que felicidade e tristeza também não o façam.
Mas, posso negar-me o prazer absoluto para não sentir o oposto em minha mente?
Em meu espírito: A dor, a tristeza. Por si falam.

Do que me privo? Chances de medo. Medo de chances.
Quanto de impulso posso ter, se um pé ainda se apoia na beira?
Beirada, esta, de terra, pisado pelo barro caleijado de nuances.
Ponho ,por vontade, nas rédeas da razão: o desejo e a cólera.

Mas, viver é estar em vigília: não ir muito rápido, não ir muito lento?
Ser medíocre. Sorrir pela metade. Acordar pela metade. Gozar pela metade.
Doer pela metade. Gritar pela metade. Chorar pela metade.
Posso dizer que construí algo em minha vida, se nada terminei? É quase vento.

Algo inacabado não é um castelo. É algo, e ainda, inacabado.
E esse algo é minha vida. Quero dizer: esse algo sou eu.
Quero dizer: sou algo. E, ainda, inacabado.
Por quando tempo? Sim, o tempo é algo inacabado, assim como algo ou eu.

Cada dia seria tão falso quanto a manhã de uma caverna
Em noites acordado com dias de sono acumulado.
Por ser como tempo só me conjugo no infinitivo? Ou Digo que vivo? Quem dera.
Não ter sabedoria prática, muito menos auto-suficiência. Pronuncia-se um som calado.

Porém, observar isso de um ponto de vista e mente inacabados;
Não se formar pensamento, ser escravo (sem phronesis).
Quase o extinto ser inteiro, um perfeito, mas falho.
O corpo completo das abstrações composto por próteses.

Quase Deus. Quase herói. Quase um pai ou irmão. Eu quase ser…
Um ser. A não ser se me permitir ser o que talvez sempre ser.
E se, talvez, por privar a mente e olhos de ser. Eu, ainda, ser.
Mas, não entender, não ver o ser. A sim ser, o ser cego. O cego ser.

Assim, posso ser e talvez não saber; não ver, mas ser, de fato.
Como um sonho acordado. Ou um acordado num sonho.
Poesia, ou algo assim, não mais ainda… ainda… (inacabado)

(inacabado em 23/11/08)12:00
Por: Alguém não mais inacabado como Paulo Übermensch

Mas, buscando a felicidade máxima, a achou na memória.
Pois, presencia o oposto. E futuramente, nada sabe ou saberá.

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