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Archive for the ‘Hoje não sairei de casa até que comece a chover.’ Category

chuva-10

[   ]

o fundo de tela é dramático
e nenhuma cor o submergia.
Esperava ansioso o sumir do Sol
e o frio que prenunciava o dia.

Nele me asperava a umidade:
O sereno sereno que esbraquiçava,
Refletindo a Lua que reflete o Sol,
O esperei seco e a noite se passa.

[…]º

O galo cantou e era difícil bater suas asas.
A janela da alma era a mesma de casa,
Em observação, sob o dia, via lumes:
Gotas d’água dispersas na depressão e no cume.

A cachoeira dos céus saiu de sua nascente,
Se choca, agora, com a vida, que a invoca.
Despeja-se toda pelo plano terrestre.
Por tudo que passa lhe transforma ou lhe dá forma.

[:;:]*

Saiu de casa e vou dançar sob a torrente destes céus.
A água engatilhada é disparada contra meu corpo nu,
E, olhando para o celeste, presencio um milagre.
Tal a beatitude do fenômeno que o enxergo a olho nu.

O arco-íris e as nuvens eram agora um só, num só momento.
As nuvens coloridas pintavam o seu quadro, sem seu pincel, sequer, encostá-lo.
A linguagem oculta da alma é desperta no agora, o próprio tempo.
E a chuva, que antes me limpava, agora me preenche. A sinto e a abraço.

Por: Paulo Übermensch
20/12/08

Santa chuva, de ti não corro,
Vou de encontro.

[¨¨¨]

(E os versos crescem com a chuva e sua santidade)

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