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Archive for the ‘Este homem’ Category

 

Um homem nu corre em ângulo reto à chuva.
Seus passos se chocam pesadamente e,
Como as gotas, elevam a água para cair de novo.
Seus passos não são registrados, 
A água sequer consegue segurá-lo,
E este homem não existe.
As gotículas delineam as curvas de seus músculos
E pouco se prende a selvageria de seu longo cabelo.
Ele aumenta e diminui sua velocidade com total naturalidade,
Como o faz o vento quente e o frio,
Como o faz o humor…
E este homem não existe.
Nenhuma água nos olhos é areia para atrasá-lo de seu destino.
Mesmo um novo horizonte se formando a cada curva,
Ele o segue do modo que o fosse vida,
O único sentido.
E, para todos os lados,
Este homem não existe.
Na cidade e além havia seu sexo amostra.
Seu perfume dançava entre a chuva
E penetrava os sentidos dos seres.
Noite e Dia se formavam numa luta a assisti-lo,
Mas na claridade ou escuridão,
Este homem não existe.
Sobre o mar correu e cortou as ondas que enfrentava
E, no vasto invisível azul que o circundava, levantou vôo.
A chuva ainda o apanhava e, visando sempre o horizonte,
Se iluminou ao vertical e ascendeu aos céus.
Parecia impossível, mas foi para além das nuvens.
E este homem não existe…
Agora ele atravessa de céu à terra
E da terra ao céu.
Ecoando sua voz e a luz da nova velocidade,
Como o raio.
09/02/09
Paulo Ubermensch 
(Tema: Um homem que mudou o modo de pensar, método. O mito da criação do raio. 6 versos e 4 na conclusão. Sem rima ou métrica. Apenas conteúdo.)

 

Mudando a forma de pensar e agir.

 

Um homem nu corre em ângulo reto à chuva.

Seus passos se chocam pesadamente e,

Como as gotas, elevam a água para cair de novo.

Seus passos não são registrados, 

A água sequer consegue segurá-lo,

E este homem não existe.

 

As gotículas delineam as curvas de seus músculos

E pouco se prende a selvageria de seu longo cabelo.

Ele aumenta e diminui sua velocidade com total naturalidade,

Como o faz o vento quente e o frio,

Como o faz o humor…

E este homem não existe.

 

Nenhuma água nos olhos é areia para atrasá-lo de seu destino.

Mesmo um novo horizonte se formando a cada curva,

Ele o segue do modo que o fosse vida,

O único sentido.

E, para todos os lados,

Este homem não existe.

 

Na cidade e além havia seu sexo amostra.

Seu perfume dançava entre a chuva

E penetrava os sentidos dos seres.

Noite e Dia se formavam numa luta a assisti-lo,

Mas na claridade ou escuridão,

Este homem não existe.

 

Sobre o mar correu e cortou as ondas que enfrentava

E, no vasto invisível azul que o circundava, levantou vôo.

A chuva ainda o apanhava e, visando sempre o horizonte,

Se iluminou ao vertical e ascendeu aos céus.

Parecia impossível, mas foi para além das nuvens.

E este homem não existe…

 

Agora ele atravessa de céu à terra

E da terra ao céu.

Ecoando sua voz e a luz da nova velocidade,

Como o raio.

 

09/02/09

Paulo Ubermensch 

(Tema: Um homem que mudou o modo de pensar, método. O mito da criação do raio. 6 versos e 4 na conclusão. Sem rima ou métrica. Apenas conteúdo.)

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