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Archive for the ‘Era tanto’ Category

Era tanto

Era tanto

Eu a amava tanto que era muito para o silêncio.
Eu a amava tanto que escrevi seu nome até no céu.
Com tantas nuvens que não chovia em nenhum incêndio
Em que o próprio chover não tocava as letras do fogaréu.

Em tantas quedas d’água que o chiado a chamava
E do interior das conchas só saia o seu nome
O amor do mundo por ti era uma música que cantava
E saciava o espírito e o corpo de sede e fome.

E eu me saceio! Eu me saceio!
O teu néctar saboreio na carne.
Não sou mais meio! Eu sou inteiro!
Ainda glória por chegar mesmo que tarde.

oh, liberdade de-nos outra canção!
E toca-me profundo a alma que eu vou cantar!
Oh, liberdade de-nos outra canção!
E guia-me profundo a alma que eu vou dançar!

O teu nome é o refrão
o teu nome é a única palavra.

E dele que todos são
o teu nome. Oh, única palavra!

E desse diapasão ainda te sinto.
Me guio e permito o beijar das mãos.
Daqui me solto, tu es o vento.
Me leva sem rimas aonde todas estão!

Por: Paulo Ubermensch

14/05/09

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