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Archive for the ‘Entre margens…’ Category

Entre margens…

galo

Entre margens…

Reparo do outro lado do rio uma raposa,
Em repouso, reparamo-nos mutuamente.
Olho no olho alheio,
Lustres no céu iluminam
As lâminas nas costas frente a este momento se ilustram…

Algemas de concreto
prendem sonhos que não se concretizam.
Senhor daquele oh manufaturador do piano,
Que com suas mãos presas capturadas pelo capitão.
Toca gancho, tocam dedos,
Frente a prancha, bate o medo.

E, repito, o apito das notas movem as águas.
Igual àquelas novas tropas entricheiradas
De peixes, estranhos, como a guarda-costas da entrada.
Extrema Lua que reflete a estampa do outro lado do rio como prata.

E reflito o desforme, o reflexo metamorfósico.
Eu, “Eu”? Tu, ele, quem?
Serei núcleo ou ligação de
Linhas ocupadas de idéias procariontes.

Na pedra que respinga não reparo mais.
Sou marginal por viver entre margens,
Ou Desgraçado por nunca ser lá de graça?

Sou coisa que o valha.

Como agulha do palheiro me procuro,
Preocupado sem querer um furo,
Ah, água dura! Pedra mole!
“Não seguimos as mesmas teclas” diria Freud.

Pois, pondero petrificado na raposa forte e bela,
Nesse triângulo, Eu, rio, um pouco da vida – dela.

“Imagine” é o qu’é lido,
Do lado da minha margem.
E o que assovia o solteiro som
Que dança sem falha entre folhas.

Agora imagine se essas margens não tivessem que se juntar,
Pois, são cordas do mesmo instrumento.
Estou sobre, e tu sob as águas,
Em que eu caminho neste momento.

Somos inverso, somos o mesmo.

Com Ambiguidades à parte,
E metáforas a vontade.

Poderei ter nome,
E Ser pela única vez, SER…

Tu, e Eu.

Tocarmos um Sol Maior pra recolher os sonhos
Da padaria que o galo ja cantou!

Mais uma vez…
MAIS UMA VEZ…
Do entre margens e sem pressa de chegar a lugar algum,

Pois, já sou.
E, já estou.
Para sempre…

18/11/07

Por: Paulo Ubermensch

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