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Archive for the ‘Deus Ex Machina’ Category

prisao1

Deus Ex Machina

O rosto azeda-se e não há mãos para secar meus olhos.
As memórias não tem mais conexão com o presente.
Dobro-me ao meio em espasmos incontroláveis.
E não sinto dor, mas uma singular tristeza.

As fotos me cerram a boca e tremo sem um abraço quente.
A voz que vibrava meu ouvido, não vibra mais.
Está plastificado no álbum da memória,
presa, surda e muda. Intocável.

Oh meu Deus! Rogo por não pensar como um ateu!
Um desejo… Um desejo… E me ceife a alma!
O sorriso nunca se esticará com os olhos novamente.
E as mãos nunca mais darão o seu “beijo santo”.

Expiro freneticamente e não há calor para me ritmar.
A cólera enterra-me a razão…
E a cobertura é úmida e salgada.
Inspirado por um som singular e inteiramente reconhecível.

O ponto de vista; A vista do ponto.
Não sei se três ou final. Interrogo aqui.
Mas exclamo.
E por Deus! Eu exclamo em silêncio.

Enquanto a maquiagem se borra,
e da bosta nascem vermes e flores.
Arranho pétalas nas asas morenas.
E do pentagrama talvez voe uma gaivota.

Mas o sono é proveito de outrora.
E abrir os olhos é sinônimo de desequilíbrio.

Escrever assim não me deixa desafinar desse tom.
E a voz muda se comunica com eus do passado, presente e futuro.
Sei que talvez seja hora de ser como Orlando Silva.
Mas estou pesado demais.

Não haverá nada ainda como o nascer do Sol.
O rio acha sua foz.
O ponteiro se moverá.
E cá estou nesta mesma ordem.

24/11/08
Por: Paulo übermensch
01:42 am
06:20

Durma, corpo. Por favor

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