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Archive for julho \19\UTC 2010


O Sol, longe, um dia queimava-nos.

Isso um dia eu ouvi dizerem. Acreditei.

Farol cósmico que, um dia, alertava-nos

O amanhecer que me protegia. Acreditei.

Um dia, proteção maior não houve

que arranhasse o céu e quase o Sol.

As garras cresciam e não houve quem pode…

Não houve quem pode contra isso, só.

O horizonte, antes azul, agora é concreto.

É certo que estamos protegidos.

Que estamos numa trincheira, buraco certo.

Mas estamos, escondidos, vivos?

Os formigueiros se erguem com força infinita.

O horizonte é coberto e o Sol que

Antes era amanhecer agora é apenas meio-dia.

Guardo os óculos escuros nesta estrofe.

Pois, de tanto me proteger.

Esqueci que é sem armadura que um dia vi beleza.

Que sentimos o calor, além de lentes negras.

Que tocamos os outros, o céu e o Sol de cada um.

Então, tire seus óculos e deixe-me ver seus olhos.

Se adapte também à nudez de um horizonte concreto.

23/07/09

Olho por olho e logo o mundo estará com um sorriso.

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A Lua de Alá

No céu do deserto de certo espírito,
Habita astro parte prata, parte preto.
E perdido sua ferrugem aos grãos vermelhos,
Reflete de seu amor a luz, como mímico.

Mas, por poucos milagres, têm comunhão.
E todo camelo guarda uma lágrima para tal lástima.
Tamanho amor cósmico não gira como máquina.
E Sol e Lua se visitam para instantânea união.

No escuro da ausência do seu amor,
Ajoelhados todos apreciam com silêncio persa
O amor à luz, esta busca médica,
Para quem possa refletir nossa luz e dar-nos cor.

Este amor. Esta atração gira todo o Universo.
Só a pureza da Lua reflete as imagens de seu amor.
E só o Sol busca o olho único prata para se por.
Mas entenda que se trata duma estrofe e, não, verso.

Somos Lua, somos Sol e seus movimentos.
Somos a Unidade do Todo pensamento.
A rima única do que gira no Uno como cata-vento.
Do que é, do que está sempre. Salamaleico.

18/07/09

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