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Archive for maio \25\UTC 2010

O Rio

Às vezes temos um rio a nossa frente
E, imaginando-o uma dificuldade, nos desculpamos.
Não atravessamos e somos na mesma margem sempre.
Mas possibilidades de estar em outra especulamos.

Às vezes temos uma ponte à nossa frente.
E, visando a margem pós rio, nós dizemos.
– Já havia pensado. – E nos perguntam de repente:
– Vai atravessá-lo, então? – Assim, respondemos:

– Não. Ainda é a mesma distância.

Por: Paulo Ubermensch

08/06/09

Ficará para trás nesta travessia?

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O corpo do vento

Invisível, eu não vi.
Mas impossível era
Não ver que estava ali.

Ainda através da dança,
que não posso ver,
Atravessa-me como num samba.

E, como o campo de centeio,
Era reformada, guiada,
Por este vento de vida cheio.

Assim, quando soou e veio,
Vi em ti o corpo deste vento:
Os dançarinos fios de teu cabelo.

Por: Paulo Ubermensch

08/06/09

O vento te leva como dente-de-leão.

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Foi-se ela, mas eu não.
Alçou vôo, mas eu não.
Ainda terra piso, ela não.
E, lá, meu amigo, eu não fui.

Nela pousa a culpa.
E céus são o que carrego.
Neles, ela está.
E, Deus, sim, são pesados!

Não há fôlego, só ombros.
E tal aceito punição.
Mente pouca, quase escombros.
Nego de Deus a redenção.

Sou menor, sou diminuto.
Não obtuso, mas agudo.
Quase me fecho em som mudo.
Assim me entrego ao absurdo.

O vazio me corrói,
Quase nada, quase morto.
Do contrário, diakonoi.
Com este peso, sou só corpo…

vazio

29/05/09

Por: Paulo Ubermensch

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