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Archive for abril \13\UTC 2010

Quantas pessoas que conhecemos
pediram por dó uma vez na vida?
Quantas destas diluiriam-se de segredo
à mais nua vergonha por vida?

Mas é preciso pedir! Implorar!
O pedido do fraco não é barato.
E, quando o ouvir e aceitar,
Vide o grato mísero ser salvado!

O valor de tal moeda não é senão
ignorância a ambos os dois.
Pois, sentindo o bem de agora, pensarão
– Faço o melhor e sorte a este que se foi.

Priva-lhe a dor e pensa que
com isso lhe da toda a benção.
Mas, na pele lisa, fenda que
Virá, feri fácil tal tensão.

Por isso, venha e, curto, corte!
Rasgue, morda e torça a mim
até o quanto eu suporte!

Bata e fira em fúria!
Mostre o quão sou forte.
Não me prive e prove que a vida não é só isso!

Ilusão, dó, fraqueza e morte.

Por isso, basta!
E fira forte!
Pois, logo…
cicatriz.

Por: Paulo Ubermensch

17/05/09

Às vezes temos de ir para quase morrer.
Mas ir.

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Era tanto

Era tanto

Eu a amava tanto que era muito para o silêncio.
Eu a amava tanto que escrevi seu nome até no céu.
Com tantas nuvens que não chovia em nenhum incêndio
Em que o próprio chover não tocava as letras do fogaréu.

Em tantas quedas d’água que o chiado a chamava
E do interior das conchas só saia o seu nome
O amor do mundo por ti era uma música que cantava
E saciava o espírito e o corpo de sede e fome.

E eu me saceio! Eu me saceio!
O teu néctar saboreio na carne.
Não sou mais meio! Eu sou inteiro!
Ainda glória por chegar mesmo que tarde.

oh, liberdade de-nos outra canção!
E toca-me profundo a alma que eu vou cantar!
Oh, liberdade de-nos outra canção!
E guia-me profundo a alma que eu vou dançar!

O teu nome é o refrão
o teu nome é a única palavra.

E dele que todos são
o teu nome. Oh, única palavra!

E desse diapasão ainda te sinto.
Me guio e permito o beijar das mãos.
Daqui me solto, tu es o vento.
Me leva sem rimas aonde todas estão!

Por: Paulo Ubermensch

14/05/09

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