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Archive for março \26\UTC 2010

Deixa pra lá

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Às vezes somos apenas a fala do outro
Às vezes somos apenas caricatura ou esboço.
O presente quando se torna passado
É passado e passado a passar passado.

Nas vozes, somos aumentados ou diminuídos.
Quando perguntam sobre nós, não somos mais.
Somos mais grave ou agudo ao ouvido.
Mas nunca nossa voz e nosso ser que traz.

Nos enrola em impaciência pela poeira que nos cobre.
Ferro sem saber a língua que nos sopra.
Da boca que tropeça ao ouvir o nome.
E pensa duas vezes para assim dar corda.

Do fundo da mente resiste-nos a subir
Busca por descaso não restaurar memórias
E, quando se pergunta outra vez por nosso nome,
Dizemos: – Deixa pra lá! É uma longa história!

Por: Paulo Ubermensch

14/05/09

Este sou eu.
Este é você.

Foto de Marta Ferreira – www.mfotografia.com

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Olhos Castanhos

Neles penetrei e vi a vida,
Numa profundidade infinita e mística,
Me mesclei, me fundi,
Confundi-me em seus olhos…

Oh, beleza rara!
Oh, jóia incomprável!
Desfruta os teus segredos
E mostra aonde leva a tua cor.

Tua vida, o teu mel,
Deixa-me provar.
Só nele sou,
Só nele posso ser… teu.

Há em mim um desejo por teus olhos
Nesta paisagem encantadora.
Oh, esfera em que orbito.
Oh, órbitas que contemplo.

Permite minha humilde adoração.
Permite a tangência que suplico.
Pois, neste amor que liga os olhares,
Vejo: – “Temos olhos castanhos!”

E não os feche quando morrermos.
Pois, neles estão nossa vida.
Se os fechar, não verei
E não terei guia no Além,

Ayune, meu olhos.

08/05/09

Por: Paulo Ubermensch

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Sonho

Numa noite sonhei que eu voava
E depois que eu estava na sala.
Logo, de baixo da terra, no fundo do mar.
Em cima da estante, na cama a planar.

A viagem noturna da alma é novo.
O sonho nos traga, lucida o tudo e o todo.
Há liberdade e, este, é o sentimento.
Explora-se um limite a cada sonho que tenho.

As cores e os sons são-nos estranhos.
E todo dormir é como sair de nossa mãe.
Não há peso e por vezes nem tamanho,
Sinto-me fora de qualquer razão que me apanhe.

Há descoberta, desvelamento, aléthea.
Me embriago com o todo e ele comigo.
Fazemos amor e essa paisagem não é estérea!
Estaciono aqui e me estendo ao infinito…

Acorde!
Isso também é realidade!

08/05/09

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